ARVORES DE PALMEIRAS - MUDAS DE PALMEIRAS

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A origem de trarbalho : http://www.vivaterra.org.br/palmeiras_nativas.htm


PALMEIRAS NATIVAS DO BRASIL


AÇAÍ (Euterpe oleracea) INDAIÁ (Attalea dubia)
BABAÇU (Orbignya speciosa) JATAÍ (Butia purpurascens)
BACURI (Attalea phalerata) JERIVÁ (Syagrus romanzoffiana)
BREJAÚVA (Astrocaryum aculeatissimum) MACAÚBA (Acrocomia aculeata)
BURITI (Mauritia flexuosa) PALMITO JUÇARA (Euterpe edulis)
BUTIÁ (Butia eriospatha) PIAÇAVA (Leopoldinia piassaba)
CARNAÚBA (Copernicia prunifera) PIAÇAVA DA BAHIA (Attalea funifera)
COQUEIRO (Cocos nucifera) PUPUNHA (Bactris gasipaes)
GUARIROBA (Syagrus oleracea) TUCUMÃ (Astrocaryum vulgare)


AÇAÍ (Euterpe oleracea)

Ocorrência da região amazônica até a Bahia
Outros nomes - palmito-açaí, açaizeiro, palmiteiro, piná, uaçaí, açaí-do-pará, juçara
Características altura de 20 a 25 m , tronco múltiplo (entouceirada), ligeiramente curvo, de 15 a 25 cm de diâmetro. A touceira chega a ter até 25 plantas. Folhas grandes, finamente recortadas em tiras, de coloração verde-escura, em número de 10 a 12 contemporâneas, de 2 m de comprimento. Flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes, de coloração amarelada. Cacho em número de 3 a 8 por planta, de coloração violáceo, quase negra quando maduro. A fruta é pequena, arredondada e muito roxa, quase preta, lembrando uma jaboticaba pequena. Tem uma caroço proporcionalmente grande e pouca polpa.
Habitat locais úmidos da floresta pluvial
Propagação sementes ou pela retirada de brotos da base
Utilidade a madeira é utilizada apenas localmente para construções rústicas, caibros, barrotes, ripas, etc. Os frutos são muito apreciados pelas populações amazônicas para o fabrico de "vinho de açaí" que é um complemente básico na alimentação das classes populares. A cabeça ou "palmito" é também muito apreciado, porém utilizado principalmente pela indústria de conservas. Os frutos são também avidamente consumidos por várias espécies de pássaros. É palmeira altamente ornamental, e muito utilizada em paisagismo na região norte do país. As folhas são usadas para cobertura de casas. As fibras das folhas para tecer chapéus, esteiras e ''rasas'', cestas utilizadas como medida-padrão no transporte e comércio da fruta.Os cachos secos são aproveitados como vassouras. Os frutos novos são utilizados no combate aos distúrbios intestinais; as raízes, empregadas como vermífugos; o palmito, em forma de pasta, atua como anti-hemorrágico, quando aplicado após extrações dentárias.
Florescimento setembro a janeiro
Frutificação julho a dezembro

açaí

babaçu

BABAÇU (Orbignya speciosa)

Ocorrência região amazônica, Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Mato Grosso
Outros nomes baguaçui, uauaçu, aguaçu, bauaçu, coco de macaco, coco de palmeira, coco naiá, coco pindoba, guaguaço
Características espécie elegante que pode atingir até 20 m de altura. Estipe característico por apresentar restos das folhas velhas que já caíram em seu ápice, com 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas em número de 15 a 20 contemporâneas, com até 8 m de comprimento, arqueadas, mantendo-se em posição retilínea, pouco voltando-se em direção ao solo. Orientando-se para o alto, o babaçu tem o céu como sentido, o que lhe dá uma aparência bastante altiva. Flores creme-amareladas, aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos, sustentados por pedúnculo de 70 a 90 cm de comprimento, surgindo de janeiro a abril. Frutos ovais alongados, de coloração castanha em cachos pêndulos. A polpa é farinácea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas. Um Kg de frutos contém 10 unidades.
Habitat floresta pluvial
Propagação plantio direto dos frutos (côco-semente)
Utilidade é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras. O principal produto extraído do babaçu, e que possui valor mercantil e industrial, são as amêndoas contidas em seus frutos. As amêndoas - de 3 a 5 em cada fruto - são extraídas manualmente em um sistema caseiro tradicional e de subsistência. É praticamente o único sustento de grande parte da população interiorana sem terras das regiões onde ocorre o babaçu: apenas no Estado do Maranhão a extração de sua amêndoa envolve o trabalho de mais de 300 mil familias. Em especial, mulheres acompanhadas de suas crianças: as "quebradeiras", como são chamadas. Não obstante, as inúmeras tentativas de se inventar e implementar a utilização de máquinas para a realização da tarefa, a quebra do fruto tem sido feita, desde sempre,  da  mesma e  laboriosa  maneira. Sendo a casca do

fruto do babaçu de excepcional dureza, o procedimento tradicional utilizado é o seguinte: sobre o fio de um machado preso pelas pernas da "quebradeira", fica equilibrado o coco do babaçu. Depois de ser batido, com muita força e por inúmeras vezes, com um pedaço de pau, finalmente, o coco parte-se ao meio, deixando aparecer suas preciosas amêndoas. O babaçu concentra altos teores de matérias graxas, ou seja, gorduras de aplicação alimentícia ou industrial.
Assim, o principal destinatário das amêndoas do babaçu são as indústrias locais de esmagamento, produtoras de óleo cru. Constituindo cerca de 65% do peso da amêndoa, esse óleo é subproduto para a fabricação de sabão, glicerina e óleo comestível, mais tarde transformado em margarina, e de uma torta utilizada na produção de ração animal e de óleo comestível. Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de diversos utilitários como cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, etc. e como matéria-prima fundamental na armação e cobertura de casas e abrigos. Durante a seca, essas mesmas folhas servem de alimento para a criação. O estipe do babaçu, quando apodrecido, serve de adubo. Se em boas condições, é usado em marcenaria rústica. Das palmeiras jovens, quando derrubadas, extrai-se o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado regionalmente. As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-bahia, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca ou, até mesmo, bebido ao natural, substituindo o leite de vaca. A casca do coco, devidamente preparada, fornece um eficiente carvão, fonte exclusiva de combustível em várias regiões do nordeste do Brasil. A população, que sabe aproveitar das riquezas que possui, realiza freqüentemente o processo de produção do carvão de babaçu durante a noite: queimada lentamente em caieiras cobertas por folhas e terra, a casca do babaçu produz uma vasta fumaça aproveitada como repelente de insetos. Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.
Florescimento janeiro a abril
Frutificação - agosto a janeiro

BACURI (Attalea phalerata)


Ocorrência Acre, Rondônia, sul do Pará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo
Outros nomes acuri, ganguri, guacuri, coqueiro acuri, auacuri, cabeçudo
Características espécie com 3 a 7 m de altura, com estipe mantendo na parte superior os remanescentes dos pecíolos foliares, simples, curto, com 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas pinatífidas, pouco curvas, de 2 a 3 m de comprimento. Inicia o florescimento e frutificação quando ainda desprovida de caule visível, deixando os cachos de frutos encostarem no chão.
Habitat floresta latifoliada semidecídua
Propagação plantio direto dos frutos (côco-semente)
Utilidade a madeira é empregada localmente apenas para construções rurais. O palmito é comestível. Dos frutos extrai-se uma fécula alimentar. Também são comestíveis in natura, tanto a polpa como as amêndoas. A palmeira é muito ornamental podendo ser empregada em paisagismo.
Florescimento janeiro a maio
Frutificação outubro a dezembro

bacuri

brejauva

BREJAÚVA (Astrocaryum aculeatissimum)

Ocorrência do sul da Bahia a Santa Catarina
Outros nomes ariri, ariri açu, coco airi, brejaúba, iri, tucum verdadeiro
Características possui vários estipes agregados ou raramente solitários, com 4 a 8 m de altura e 12 a 15 cm de diâmetro, densamente revestidos de longos acúleos, fortes e pretos, com 6 a 8 cm de comprimento. Tais espinhos produzem um bonito desenho e conferem à brejaúva um aspecto ao mesmo tempo ornamental e agressivo. Coroa foliar com 10 a 20 folhas que medem de 2 a 3 m de comprimento, com folíolos são lanceolados, pinas regularmente distribuídas e inseridas no mesmo plano, com uma coloração verde-escura na face superior e verde-clara na face inferior. A bainha é fibrosa e aculeada. É uma planta monóica, com inflorescência interfoliar, pêndula, de 50 cm de comprimento e flores amarelo-creme, protegida por uma espata coriácea revestida de espinhos. Os frutos chegam até a 6 cm de comprimento por 3,5 cm de diâmetro, são ovóides, cobertos por uma pilosidade acastanhada e apresentam uma saliência apical bem definida, abrigando sementes de coloração vermelha.

Habitat Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais
Propagação sementes ou divisão das touceiras
Utilidade As fibras das folhas são usadas na produção de vassouras e chapéus, e o estipe, muito duro, em ripas e bengalas. O endosperma líquido do fruto jovem tem propriedades medicinais, sendo usado como laxativo e contra a icterícia, e, no fruto maduro, o endosperma carnoso é indicado como vermífugo. Os frutos da brejaúva consistem em cocos pequenos que, quando consumidos ao natural, funcionam como uma espécie de brinquedo de comer, uma gostosa e nutritiva distração. Além disso, ficaram famosas as brincadeiras inventadas com piões de corda produzidos artesanalmente com o coco-brejaúva, o que faz dessa palmeira uma produtora natural de passatempos. A madeira é muito dura e resistente podendo ser utilizada na produção de pequenos objetos de marcenaria fina.
Florescimento dezembro a fevereiro
Frutificação julho a dezembro
Ameaças destruição do habitat

BURITI (Mauritia flexuosa)

Ocorrência Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins até São Paulo e Mato Grosso do Sul
Outros nomes coqueiro buriti, miriti, boriti, moriti, muriti, caradá guaçu carandaí guaçu, palmeira dos brejos, buritizeiro
Características espécie de porte elegante com estipe ereto, solitário, de até 35 m de altura, com 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas grandes, dispostas em leque, em número de 20 a 30, com 3 a 5 m de comprimento por 2 a 3 m de largura. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloração amarelada. Fruto elipsóide-oblongo ou, ocasionalmente, globoso-oblongo, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas córneas brilhantes, com 3,7 a 5,3 cm de comprimento e 3 a 5,2 cm de diâmetro. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amêndoa comestível.
Habitat solos alagados, igapós, beira de rios e igarapés e veredas dos cerrados, onde formam grandes concentrações.
Propagação sementes
Utilidade da polpa prepara-se doces, raspas de buriti, paçoca. A polpa também pode ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina C, invenções e descobertas modernas. Da polpa também se extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta. Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, pode-se fazer de tudo: a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradação de balaios, esteiras, mantas, redes de dormir, cordas, abanos e chiconãs de carregar galinha. O estipe fornece, por incisão, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti". A farinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira. O fruto é muito apreciado pela fauna integrando a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta,  e  de aves como

buriti
a arara. Da madeira produz-se tradicionais caixinhas de delicada marcenaria que embalam os tradicionais doces vendidos nas feiras regionais. Moderadamente pesada e dura, também é empregada em construções rurais e ranchos rústicos. O tronco rachado ao meio é muito utilizado na construção de calhas para bicas d'água. A palmeira pode ser utilizada em paisagismo.
Florescimento dezembro a abril
Frutificação dezembro a julho

butiá

BUTIÁ (Butia eriospatha)

Ocorrência Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Outros nomes butiá da serra, butiazeiro, butiá veludo, butiá branco, butiá azedo, macumá
Características espécie de tronco simples, ereto, baixo, com altura de 4 a 6 m , 20 a 50 cm de diâmetro, revestido por pedaços velhos das folhas na região abaixo da coroa de folhas, o que o torna bonito e diferente. Possui uma espata revestida por uma lanugem bem felpuda de cor castanha. Folhas pinadas com 50 a 55 pares, distribuídas regularmente e inseridas em um só plano ao longo da raque, grandes, podendo chegar a 2 m de comprimento, com pequenos espinhos na base e de coloração azul-esverdeada. Planta monóica com inflorescência interfoliar, amarela que pode chegar a 1 m de comprimento densamente ramificada com até 150 ramos surgindo entre as folhas. Frutos, pequenos, globosos, suculentos, adocicados, sem fibras, de 1,8 a 2 cm de diâmetro, com epicarpo amarelado quando maduros.
Habitat
mata de araucária e campos sulinos
Propagação sementes
Utilidade frutos naturalmente comestíveis, possuindo um sabor azedinho e doce, e sua polpa é usada na produção de licor e vinho. Os frutos são muito apreciados pela fauna. Da semente extrai-se óleo usado como azeite comestível. Seu caule tem boa durabilidade, podendo ser utilizado em construções. Das folhas retiram-se as fibras usadas no artesanato para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados. Palmeira com grande potencial paisagístico.
Florescimento setembro a janeiro
Frutificação janeiro a março


CARNAÚBA (Copernicia prunifera)

Ocorrência Nordeste
Outros nomes carnaíba, carnaíva, carnaúva, carnandaúba, carnaubeira
Características estipe reto e cilíndrico, atingindo de 10 a 15 m de altura, com 15 a 25 cm de diâmetro, formando saliências espiraladas em sua superfície, decorrentes dos restos das folhas que caíram. Folhas em forma de leque, de segmentos rígidos, divididos até a metade da lâmina, sustentadas por pecíolo espinhoso, com até 1 m de comprimento. Flores amarelas em cachos pendentes que surgem de julho a outubro. Cacho de 3 a 4 m de comprimento, com centenas de frutos ovóides a globosos, brilhantes, esverdeados quando jovens e roxos quando maduros, com cerca de 3 cm de comprimento. Um kg de frutos contém cerca de 91 unidades.
Habitat vales dos rios e terrenos salinizados e mal drenados
Propagação sementes
Utilidade os frutos da carnaúba, inteiros, são basicamente aproveitados pelos animais de criação. Da polpa, extrai-se uma espécie de farinha e um leite que, à semelhança do leite extraído do babaçu, pode substituir o leite do coco-da-bula. A amêndoa da carnaúba, quando torrada e moída, costuma até mesmo ser aproveitada localmente em substituição ao pó de café. O lenho da carnaúba é resistente, podendo ser usado no fabrico de moirões, na construção de edificações rústicas e como lenha pesada. Inteiro, o estipe da carnaúba costuma ser usado como poste. Fragmentado ou serrado, fornece ótimos caibros, barrotes ou ripas, podendo também ser aplicado na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos de uso doméstico. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba. Também com suas folhas fazem-se telhados e coberturas de casas e abrigos. Com suas fibras confeccionam-se cordas, sacos, esteiras, chapéus, balaios, cestos, redes e mantas. Das folhas da carnaúba obtém-se uma cera de grande importância industrial. As folhas da palmeira carnaúba são revestidas externamente por uma cobertura cerífera. A cera, principal produto obtido da carnaúba, é, ainda hoje e na maioria dos carnaubais, extraída por processos manuais bastante rudimentares. É vendida para as indústrias e usinas como matéria- prima para a fabricação de uma variedade infinita de produtos: graxas para sapatos, lubrificantes, velas, vernizes, ácidos, sabonetes, fósforos, isolantes térmicos, matrizes de discos, lâmpadas incandescentes, papel carbono, batom, etc. O Piaui é o principal fornecedor, seguido pelo Ceará e pelo Rio Grande do Norte. Os maiores e mais densos carnaubais do pais encontram-se nessa região que, ano após ano, é sempre a mais atingida pelas secas no Brasil.
Florescimento julho a outubro
Frutificação - novembro a março

carnauba

coqueiro

COQUEIRO (Cocos nucifera)

Ocorrência do Pará a São Paulo
Outros nomes coco, coco da bahia, coqueiro da bahia, coqueiro da praia, coco da índia
Características espécie com estipe solitário de até 30 m de altura, curvado ou ereto, com 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas de até 3 m de comprimento, pêndulas, largas, com folíolos de coloração verde-amarelada, rígidas, em número de 20 a 25 contemporâneas. Espécie monóica, com flores numerosas brancas, pequenas, reunidas em cacho de até 1 m de comprimento. Fruto grande, fibroso, de forma ovóide, quase globoso, de coloração esverdeada a amarela, de casca lisa, com cerca de 25 cm de comprimento e 15 em de diâmetro, que demora a amadurecer, quando então torna-se castanho. Polpa abundante de até 2 cm de espessura. Cavidade central contendo a conhecida "água-de-coco". Cada fruto pesa em média 1,2 Kg .
Habitat faixa litorânea
Propagação plantio do fruto seco (coco-semente)
Utilidade é a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo. A polpa é usada como alimento e matéria-prima para numerosos produtos. As fibras do mesocarpo são usadas na indústria têxtil para fabricação de cordas, capachos, esteiras, estofados, etc. Do endosperma líquido, imaturo, se retira a água de coco. A espécie é amplamente usada em paisagismo e cultivada na fruticultura.
Florescimento janeiro a abril
Frutificação julho a fevereiro


GUARIROBA (Syagrus oleracea)

Ocorrência nordeste e sudeste até o Paraná
Outros nomes gueroba, gueiroba, palmito amargoso, catolé, coco babão, paty amargoso, coco amargoso, coco guariroba, gariroba, coco catolé
Características espécie com estipe simples, ereto, acinzentado, podendo atingir até 20 m de altura e 20 a 30 cm de diâmetro. Copa crispada e deflexa. Folhas grandes em número de 15 a 20, de até 3 m de comprimento, dispostas em espiral e levemente arqueadas. Folíolos em número de 100 a 150, em grupos de 2 a 5, dispostos em diferentes planos. Espécie monóica. Flores surgem em cachos. Frutos elipsóides, lisos, com 4 a 5 cm de comprimento, mesocarpo espesso, carnoso, adocicado e fibroso, verde-amarelados, com uma amêndoa branca, oleaginosa e comestível.
Habitat floresta semidecídua em altitudes entre 400 e 1.200 m, tanto na caatinga como no cerrado.
Propagação sementes
Utilidade Os eus coquinhos, quando amadurecem e caem, são importante complemento na alimentação do gado. Deles, também, a população nativa retira as amêndoas, aproveitadas na produção de doces caseiros. Além disso, dessa amêndoa, que contém mais de 60% de matérias graxas, extrai-se um abundante e excelente óleo comestível e de notada utilidade na indústria de sabões. Porém, entre todos os produtos extraídos da guariroba, destaca-se o seu palmito ou broto terminal. Considerado por muitos como verdura de sabor amargo - o que de fato é quando comparado aos palmitos doces das espécies da Mata Atlântica -, o palmito da guariroba é uma iguaria de largo aproveitamento culinário. Especialmente em algumas regiões de Minas Gerais e de Goiás. A madeira é empregada para estacas, moirões, ripas e calhas d'água. As folhas são usadas para confecção de vassouras. Palmeira ornamental e indicada para regeneração de áreas degradadas.
Florescimento setembro a maio
Frutificação - outubro a fevereiro
Ameaças - nos últimos 30 anos, com a transformação das matas em terras para cultivo e pastagens, essas palmeiras foram se tornando mais escassas, mesmo com a fiscalização do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que proíbe a extração do palmito nativo.

guabiroba

indaiá

INDAIÁ (Attalea dubia)

Ocorrência do espírito Santo à Santa Catarina
Outros nomes c oqueiro indaiá, palmeira indaiá, indaiá guaçu, palmito de chão, inaiá, naiá, camarinha, anajá, indaiá
açu
Características espécie com altura de 10 a 20 m , tronco simples com 20 a 35 cm de diâmetro. Folhas com pinas irregularmente arranjadas e inseridas em diferentes planos ao longo da raque, em número de 20 a 30 contemporâneas, de 2 a 3 m de comprimento. Cacho com 1 a 1,5 m de comprimento. Frutos com 1 a 2 sementes, oblongos, medindo de 6 a 6,5 cm de comprimento por 3 cm de diâmetro.
Habitat - floresta pluvial da encosta atlântica
Propagação coco-semente ou a semente despolpada
Utilidade a madeira é empregada localmente para construções rústicas. As folhas são empregadas para cobertura de pequenas construções rurais. Os f rutos e amêndoas comestíveis e consumidos por várias espécies de animais. Palmeira bastante ornamental e indicada para regeneração de áreas degradadas.
Florescimento agosto a dezembro
Frutificação - junho a novembro


JATAÍ (Butia purpurascens)


Ocorrência endêmica do estado de Goiás
Outros nomes - palmeira jataí, butiá
Características espécie com tronco simples, com até 4 m de altura e 18 cm de diâmetro, revestido por remanescentes dos pecíolos de folhas já caídas.. Folhas fortemente arqueadas, com as margens dos pecíolos densamente fibrosas na base e diminuindo em direção à lâmina foliar. Raque sem dentes ou espinhos. Pinas com número variável, de 52 a 58 de cada lado, uniformemente espaçadas. Frutos ovóides, de 2 a 3 cm de comprimento, de cor amarelada ou arroxeada, com polpa suculenta e aromática.
Habitat - cerrado
Propagação sementes
Utilidade palmeira indicada para paisagismo. Fruto muito apreciado pela fauna silvestre, animais domésticos e pelo homem.
Frutificação outubro a dezembro
Ameaças ameaçada de extinção

jataí

jerivá

JERIVÁ (Syagrus romanzoffiana)


Ocorrência sul da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul
Outros nomes - gerivá, coqueiro jerivá, jeribá, coqueiro, coco de catarro, coco catarro, coco babão, baba de boi, coco de cachorro, cheribão, coco de Santa Catarina, coqueiro de juvena, pindó, imburí de cachorro, patí
Características espécie com 7 a 15 m de altura, estipe liso, anelado, com 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas pinadas, em número de 8 a 15, arqueadas, pinas dispostas em diferentes planos sobre a raque, pendentes, com 2 a 3 m de comprimento. Planta monóica. Inflorescências interfoliares em cacho de até 1,5 m de comprimento, bráctea peduncular lenhosa, profundamente frisada na parte externa de coloração creme. Frutos globosos ou ovóides, amarelos ou alaranjados, com 2 a 3 cm de comprimento, mesocarpo fibro-carnoso e adocicado.
Habitat quase todas as formações florestais
Propagação coco-semente
Utilidade o s frutos proporcionam alimento farto para muitos pássaros, principalmente para os psitacídeos. De igual modo os frutos são comestíveis para o homem. As flores são muito visitadas por abelhas. As folhas têm 16% de proteína bruta, em algumas regiões constituem um ótimo alimento para cavalos, tendo sido outrora utilizada para cavalos de corrida, devido ao seu alto valor energético. Indicada para recomposição vegetal e paisagismo.
Florescimento setembro a março
Frutificação fevereiro a agosto


MACAÚBA (Acrocomia aculeata)


Ocorrência do Pará a São Paulo
Outros nomes - mucajá, mocujá, mocajá, macaíba, macaiúva, bacaiúva, bocaiúva, umbocaiúva, imbocaiá, macaúva, coco de catarro, bacaiuveira, coco de espinho, coco baboso, macacaúba, macajuba, macaibeira, mucaiá, mucajuba
Características espécie com até 15 m de altura, com estipe ereto, simples, com 20 a 30 cm de diâmetro, recoberto pelos restos das folhas velhas apresentando muitos espinhos escuros em sua superfície. Folhas em número de 20 a 30 contemporâneas, espinhentas, de 4 a 5 m de comprimento, de coloração verde-escuro. Espécie monóica. Flores agrupadas em cachos de até 80 em de comprimento, pequenas, amareladas. Fruto globoso, liso, de coloração marrom-amarelada quando maduro. Polpa amarelada com uma amêndoa oleaginosa.
Habitat floresta latifoliada semidecúdua
Propagação sementes
Utilidade s eu estipe é empregado em construções rústicas e as folhas, além de forrageiras, fornecem fibras têxteis para confecção de redes e linhas de pescar. O fruto com polpa consumida ao natural. A semente fornece óleo comestível de boa qualidade. Devido ao seu valor ornamental, pode ser empregada no paisagismo em geral. È ornamental podendo ser empregada em paisagismo.
Florescimento outubro a janeiro
Frutificação setembro a janeiro

macaúba

palmito

PALMITO JUÇARA (Euterpe edulis)

Ocorrência da Bahia ao Rio Grande do Sul
Outros nomes jiçara, juçara, palmito doce, içara, ripeira, ensarova, palmiteiro, ripa, palmiteiro, inçara, iiçara, palmito branco, palmito vermelho, açaí do sul
Características espécie com estipe simples, reto, com 10 a 20 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro. Folhas de 1 a 1,5 m de comprimento, em número de 20 contemporâneas, pinadas, com bainhas de coloração acastanhada e folíolos longos, estreitos e geralmente pendentes, com a base das folhas formando o palmito. Esta palmeira monóica possui uma inflorescência infrafoliar muito ramificada, de 60 cm de comprimento, e espata acanoada que se desprende da planta com a inflorescência ainda jovem. Depois de maduros, os frutos esféricos são de coloração preta. Raízes bem visíveis na base do tronco. Sua dispersão natural é feita por vários mamíferos (morcegos, porcos-do-mato, serelepes) e aves (sabiás, jacus, tucanos, macucos, jacutingas).
Habitat locais úmidos e sombreados da Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais
Propagação sementes
Utilidade o estipe pode ser usado em construções rústicas e suas fibras na fabricação de vassouras. As folhas podem servir de alimentação para o gado e coberturas. O principal produto é o palmito, alimento requintado, saboroso e valioso, preparado em conserva e consumido no mercado interno e externo. A palmeira é esbelta com ótimo potencial para paisagismo. Seus frutos são muito apreciados pela fauna silvestres.
Florescimento setembro a dezembro
Frutificação abril a agosto
Cuidados - p ara que não haja nenhum prejuízo à regeneração natural dessa espécie, deve ser mantido, no mínimo, 1 palmiteiro, em fase de frutificação, a cada 200 m 2 de mata.
Ameaças extração indiscriminada e destruição do habitat apesar da proteção da legislação ambiental. A extração do palmito, que resulta na morte da planta, é feita, na maioria das vezes, de maneira predatória, eliminando-se inclusive plantas muito jovens.


PIAÇAVA (Leopoldinia piassaba)


Ocorrência Amazonas e Roraima
Outros nomes - piaçaba
Características espécie com estipe simples, com 4 a 5 m de altura e 20 a 50 cm de diâmetro, coroado por cerca de 14 a 16 folhas regularmente pinadas com 4 a 5 m de comprimento, As folhas emitem, a partir das bainhas persistentes no caule, muitas fibras de coloração marron, com mais de 1 m de comprimento, envolvendo a parte superior. Pinas lineares em número de 60, regularmente dispostas, formando um único plano, as do meio com 70 a 80 cm de comprimento. Inflorescência interfoliar muito ramificada. Frutos irregularmente globosos, achatados, com 3 a 3,5 cm de diâmetro, de coloração castanho-purpurácea quando maturos.
Habitat igapós e igarapés de águas negras de solos arenosos
Propagação sementes
Utilidade as fibras das bainhas que se encontram envoltas no tronco são empregadas na fabricação de vassouras, escovas e cordas. O valor de mercado de produtos artesanais feitos com a piaçava tende a aumentar. Dos frutos se prepara uma bebida chamada xiqui-xiqui. Indicada para paisagismo.

piaçava

piaçava da bahia

PIAÇAVA DA BAHIA (Attalea funifera)

Ocorrência Alagoas, Bahia e Sergipe
Outros nomes piassava, piassaveira, piassaba da bahia
Características espécie com até 15 m de altura. Folhas com longos pecíolos, eretas e ligeiramente dobradas na parte apical, dando à copa forma afunilada. Suas fibras são impermeáveis, conservam a elasticidade quando umedecidas e são longas, alcançando 3,5 metros de comprimento por 1,1 milímetro de espessura. Apresenta polinização principalmente por insetos. Dispersão natural de sementes por cutias .
Habitat floresta costeira e restinga
Propagação sementes
Utilidade o produto principal é a fibra ou simplesmente piassaba, usada para a fabricação de vassouras e cobertura de casas. Outros produtos das fibras são: cordas para amarrar navios, cordões, cestos, alçapões de pesca, balaios, invólucros para garrafões, moringas etc., funcionando também como excelente isolante térmico. As folhas são usadas para fazer chapéus de palha e bolsas, e a borra, além da serventia citada acima, pode atingir valor comercial maior que o da própria fibra, dependendo da época e da região. A amêndoa é oleosa e comestível, é aproveitada pela população costeira da Bahia como alimento (canjica, por exemplo), também presta-se à produção de óleo, embora seu rendimento seja menor que o de outros produtos de origem vegetal. No entanto, pode ser uma excelente opção como carvão vegetal. O bagaço (o que sobra do beneficiamento) é destinado à indústria de papelão, e da casca do coco faz-se "farinha de satim", utilizada no preparo de cuscuz e mingaus. Tem grande potencial ornamental. A Bahia responde por cerca de 90% da produção nacional de fibra.


PUPUNHA (Bactris gasipaes)

Ocorrência região amazônica
Outros nomes pupunheira, pirajá pupunha, pupunha marajá
Características espécie monóica com troncos múltiplos (touceira) com 10 a 20 m de altura, de 15 a 25 cm de diâmetro, cilíndricos, divididos por anéis com espinhos (os entrenós) e anéis sem espinhos (os nós), que são cicatrizes deixadas pela queda das folhas. Os espinhos, geralmente largos, pretos e fortes. Há grande variação quanto à presença de espinhos, existindo plantas completamente desprovidas dos mesmos. Folhas pinadas, em número de 20 a 30 contemporâneas, de 3 a 4 m de comprimento e de coloração verde-clara, os folíolos apresentam o terço final pendente, podendo ou não apresentar espinhos menores, em ambos os lados. A inflorescência é infrafoliar, com cerca de 50 cm de comprimento, podendo ter espata espinhosa ou não, e flores de coloração creme. Frutos ovóides, amarelo-avermelhados, nutritivos e muito procurados por várias espécies de animais.
Habitat mata de terra firme
Propagação sementes
Utilidade palmeira elegante de grande valor paisagístico, tem sido muito cultivada para extração de palmito. Seu estipe pode ser empregado na confecção de bengalas e os frutos são usados na fabricação de farinhas ou consumidos após o cozimento.
Florescimento agosto a dezembro
Frutificação - dezembro a julho

pupunha

tucumã

TUCUMÃ (Astrocaryum vulgare)

Ocorrência Pará, Piauí, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Tocantins
Outros nomes tucumã do pará, tucum bravo, tucum piutanga
Características palmeira dom tronco múltiplo em número de 4 a 6, raramente, simples, chegando a 10 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro, cobertos por espinhos pretos com cerca de 20 cm de comprimento. Folhas eretas com folíolos agrupadas irregularmente formando vários planos. Cacho não pendente, com cerca de 1560 sementes de cor laranja-amarelada quando maduros.
Habitat floresta de terra firme e invasora de pastagens e áreas degradadas
Propagação sementes
Utilidade a madeira é empregada localmente para construções rurais. Os frutos são comestíveis e muito ricos em vitamina A. O palmito é comestível. As folhas são usadas na confecção de cordas e redes. A amêndoa fornece óleo branco comestível e desse óleo se obtém sabão, cosméticos e medicamentos. Os frutos são muito apreciados pela fauna.
Florescimento agosto a novembro
Frutificação novembro a maio

A origem de trarbalho : http://www.vivaterra.org.br/palmeiras_nativas.htm

 



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