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Oiti
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MUDAS DE OITI - ARVORE DE CALÇADA OITI

oiti


O oiti é uma das arvores mais conhecidas para paisagismo urbano , um arvore de forte composição , um bela copa , assim trazendo sombra e de raizes de pouca agressividade , preservado a calçada e não dando as despesas de manutenção que muitas prefeituras tem quando plantas de arvores de enraizamento agressivo.
Temos oiti em varios tamanhos em mudas e oitis em vasos plasticos de porte arboreo .

Caracteristicas Botanicas do OitiO oiti é o fruto do oitizeiro (Licania tomentosa), árvore da família Chrysobalanaceae que pode atingir altura entre 8 a 15 metros.

Espécime típico da vegetação brasileira, esta árvore encontra-se em abundância no nordeste brasileiro, em especial nas áreas ocupadas pela Mata Atlântica.
Devido ao seu caráter genuinamente regional, o oitizeiro é uma árvore-símbolo da Região Nordeste, com grande valor simbólico principalmente no estado de Pernambuco.

Procedente das restingas costeiras do Nordeste do Brasil, o seu fruto é uma drupa elipsóide ou fusiforme, casca amarela mesclada de verde quando madura, cerca de seis a oito cm de comprimento; polpa pastosa, pegajosa, amarelada, de odor forte, caroço volumoso e oblongo. (Andrade et al. 1998)[carece 


Origem do texto:Paula Caroline Bezerra de MELO (1); Ana Paula da Silva BARROSO (1); Anderson Mariano
de LIMA (1); Ianna Melo SILVA (1); Érica Caroline Barbosa de ALMEIDA (1)
INTRODUÇÃO
Típico da vegetação brasileira, também chamado de oiticica, esta árvore se
desenvolve em condições de clima ameno e quente, solos com boa drenagem, não sujeitos à inundação e boa
disponibilidade de água.
Procedente das restingas costeiras do Nordeste brasileiro, o seu fruto é uma drupa elipsóide ou fusiforme,
casca amarela mesclada de verde quando madura, pegajosa, amarelada, de odor forte, caroço volumoso e
oblongo (FILHO, 2005).
A utilização do fruto ainda é pouco explorada industrialmente, não se sabe por certo o motivo do pouco
investimento visto que o mesmo apresenta um alto teor de glicídios, boa aparência, aroma agradável, sabor
doce e adstringente. É apreciado principalmente no consumo in natura, Caetano et al. (2002).
Diversos fatores influenciam as caracteristicas física e físico-química de frutos, dentre os quais destacam-se a
constiuição genética, condições climáticas, tratos culturais, e tratamento pós-colheita.
Os caracteres físicos dos frutos referentes à aparência externa, tamanho, forma e cor da casca, e as
características físico-químicas relacionadas ao sabor, odor, textura e valor nutritivo, constituem atributos de
qualidade à comercialização (in natura).
Devido à pouca expressão comercial desta fruta no Brasil, são raros, ou mesmo inexistentes, os trabalhos
sobre caracterização física e físico-química do oití, faz-se necessário, portanto um estudo dessa natureza para
que o proessamento dessa fruta exótica e de fácil adaptação em solo brasileiro, seja intensificado. Neste
sentido, o presente trabalho tem como objetivo efetuar a caracterização física e físico-química dos frutos do
oití (Licania tomentosa) cultivados sob as condições climáticas do semi-árido nordestino na cidade de
Sobradinho-BA, visando identificar materiais promissores para uso industrial

 

O Conhecimento vem do Oiti
Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/geografia/pratica-pedagogica/conhecimento-vem-oiti-426592.shtml

O conhecimento que vem do oiti Para minimizar o calor, projeto de rearborização com mudas de oiti leva estudantes de 5ª a 8ª série a compreender como o desmatamento interfere nas condições do climaDenise Pellegrini , de Jussara (GO)
Foto: Carlos Costa

Clima e vegetação são temas do currículo de Geografia. Costumam ser estudados nos livros e analisados com a ajuda de mapas. Esse aprendizado muitas vezes é enriquecido com a visita a locais onde é possível reconhecer a cobertura nativa ou constatar como ela foi devastada. Para os 130 alunos de 5ª a 8ª série da professora Edilma Antonia dos Santos, essas atividades foram apenas a introdução de um projeto que envolveu toda a comunidade de Jussara, onde está localizada a Escola Agrícola Comendador João Marchesi. Os moradores do município, a 240 quilômetros de Goiânia, têm sofrido com a elevação da temperatura, que já bateu nos 35° C, agravada pela ausência de árvores nas ruas. Mas essa situação começa a ser amenizada justamente porque os estudantes participam de um trabalho de rearborização.

O projeto Plantar É Renascer, coordenado por Edilma, envolveu toda a escola e professores de outras disciplinas. "Discuti com a garotada as transformações sofridas pelas cidades em virtude da urbanização e as conseqüências disso para o homem", lembra Edilma. O principal mérito dela, na opinião de Sueli Angelo Furlan - responsável pela seleção do trabalho no Prêmio Victor Civita de 2006 -, foi levar os jovens a se conscientizar sobre o problema e agir para solucioná- lo."Eles se tornaram atuantes e aprenderam a planejar e, principalmente, a monitorar variáveis, um requisito importante em qualquer projeto ambiental", explica ela (leia mais no quadro abaixo). 

O verde e o clima 

A garotada fez um levantamento, por meio de entrevistas com moradores antigos, sobre como havia sido a manutenção das áreas verdes no município desde sua emancipação, em 1958. A conclusão foi a seguinte: não houve planejamento ou preocupação com essa questão na zona urbana. 

Em sala de aula, todos debateram as razões para o aumento da temperatura em Jussara e a relação desse fato com a destruição do meio am-biente. Ficou fácil entender que a derrubada de árvores, ocasionada pelo progresso da cidade, era responsável pela forte sensação de calor sentida no dia-a-dia.As atividades incluíram a consulta a mapas e explicações sobre os conceitos de latitude, longitude e altitude. Os jovens localizaram a cidade no estado, na região, no país e no continente e compreenderam como o relevo interfere no clima (Jussara está próxima à serra Dourada,de 1 080 metros de altitude, que bloqueia os ventos). 

Observar e agir 

Em uma visita à área urbana do município, as turmas comprovaram que há poucas árvores nas ruas e verificaram a situação do rio Molha Biscoito, que perdeu boa parte da mata ciliar e, em alguns trechos, virou depósito de lixo. Ali, eles aprenderam que as árvores funcionam como um guarda-chuva furado, que diminui o impacto da água sobre o solo.Além disso, suas raízes ajudam a levar essa água até o lençol freático. "Todos viram de perto a erosão nas margens e se conscientizaram sobre a necessidade de preservar o ambiente natural", afirma o professor de Práticas Agrícolas Josemar Lemes Cardoso, um dos parceiros de Edilma no projeto. 

De volta à escola, foi aprovada a proposta de arborização urbana como uma forma de amenizar esses problemas. Teve início, então, a seleção da árvore que melhor se adaptaria ao objetivo de recuperar o patrimônio verde. Pesquisas em diversos livros, na biblioteca, levaram à escolha do oiti (Moquilea tomentosa). A espécie se adapta bem ao clima da região, tem porte médio (de 10 a 20 metros de altura e copa com 6 metros de diâmetro) e raiz pivotante (cresce para baixo e não se espalha na superfície, evitando danos às calçadas e às estruturas das edificações). 

Logo começou a produção de mudas no viveiro da escola - localizada numa área de 10 alqueires. Todos tinham como tarefa reunir sementes e cuidar da produção de composto orgânico com folhas, esterco e serragem. O material, depois de pronto, era misturado à terra e colocado em sacos plásticos, onde as sementes germinavam. "Na natureza, de cada dez sementes que caem das árvores, só uma nasce. No nosso berçário, nove brotam", diz Edilma. As mudas ficam nesse viveiro durante cerca de dois meses. Depois, são transferidas para uma área próxima, onde permanecem no mínimo um mês até poderem ser plantadas nas covas definitivas na cidade. 

Na comunidade 

Divulgar a idéia da rearborização entre a população foi essencial para o sucesso do projeto. Uma parceria com a rádio local facilitou a tarefa. Os jovens iam ao estúdio explicar a importância de Jussara ter mais árvores e informar o bairro que seria visitado. Depois, batiam de porta em porta para perguntar quem se interessava em ter plantada na calçada uma muda de oiti. Se a resposta era afirmativa - o que quase sempre ocorria -, seguia-se a explicação sobre como preparar a cova para receber a planta, que era levada em uma segunda visita. "Se o morador não podia cavar o buraco, os próprios garotos se encarregavam disso", conta Edilma. 

Na data agendada, um ônibus lotado de estudantes, professores e mudas de oiti deixava a escola em direção à cidade. A turma desembarcava e voltava às casas visitadas. A cabeleireira Cleib Cristina Cardoso foi uma das beneficiadas pelo projeto. A turma plantou em frente ao salão de beleza dela uma pequena muda de oiti. Ela aprendeu a cuidar da árvore e assinou um termo se responsabilizando por ela. 

Essas visitas mudaram a rotina de Jussara. De passagem,moradores de outros bairros viam a movimentação, paravam para saber o que estava acontecendo e já pediam uma muda para colocar em sua calçada. Assim, o projeto ganhou cada vez mais adeptos. Dois meses após o plantio, lá estava o grupo fazendo o acompanhamento. Os jovens mediam a altura do pé, o diâmetro da copa e a quantidade de galhos que tinham nascido. Caso alguma muda não tivesse vingado, era feito o replantio. 

Durante 2005 e o primeiro semestre de 2006, 1 560 dos 5 840 domicílios de Jussara foram atendidos. E o trabalho continuou. A avaliação da aprendizagem foi comprovada durante a 1ª Semana do Meio Ambiente, em junho passado. Na ocasião, 687 crianças e jovens de outras 12 escolas visitaram a João Marchesi para conhecer o projeto.As informações eram passadas durante uma trilha ecológica na própria propriedade. Os forasteiros assistiram a palestras dadas por professores, técnicos agrícolas e, claro, alunos. Temas como a mata ciliar, a preparação de mudas e a importância do replantio de árvores foram tratados. Houve distribuição de folhetos e sementes de árvores nativas. 

"No fim do trabalho, comprovamos a aprendizagem dos conteúdos de forma contextualizada e ainda atestamos o aprimoramento dos estudantes na sistematização de idéias e na produção textual", afirma Edilma. O professor Josemar completa: "Eles melhoraram muito seu relacionamento com as pessoas, conseguindo explicar os objetivos das tarefas para os moradores com desenvoltura, e passaram a valorizar muito mais a escola". Para os professores, ficou a certeza da importância de fazer da João Marchesi um local sintonizado com os problemas locais e ambientais - e que prepara os jovens para enfrentá-los. 

O projeto, em oito etapas 

1. Análise do clima 
Depois de analisar em diversos mapas a localização de Jussara, a professora discutiu com os alunos os motivos que estavam levando a temperatura a aumentar nos últimos anos. Eles compreenderam que o calor era agravado pela ausência de vegetação. 

2. Visita ao rio 
Em um estudo do meio, realizado na área urbana da cidade, as turmas conheceram o rio Molha Biscoito. Às margens dele, puderam perceber as conseqüências da derrubada da mata ciliar. Alguns trechos foram assoreados e outros se transformaram em depósito de lixo. 

3. Escolha da árvore 
Aprovada a idéia de um projeto de arborização como forma de amenizar as conseqüências causadas pela agressão ao ambiente, foi selecionada a melhor espécie em pesquisas na biblioteca. O objetivo era encontrar uma que tivesse porte médio e raízes que não danificassem as calçadas. 

4. Preparação das mudas 
A garotada produziu mudas no viveiro da escola. Todos tinham como tarefa reunir sementes, que eram levadas para o berçário artificial. Cada semente era colocada num saco plástico cheio de terra preparada com um composto orgânico. Depois de três meses, as mudas estavam prontas para o plantio. 

5. Entrevistas com moradores 
Após divulgarem o projeto de arborização na rádio local, os jovens visitavam as casas e perguntavam aos moradores, como Cleib Cristina Cardoso, quem tinha interesse em ver plantada na calçada uma muda de oiti. Depois, ensinavam a preparar a cova para receber a planta. 

6. Plantio das árvores 
O grupo retornava às casas visitadas, na data agendada, para plantar as mudas. Quando um morador não podia fazer a cova, os próprios meninos se encarregavam do trabalho. No momento do plantio, os beneficiados assinavam um termo se comprometendo a cuidar bem do oiti. 

7. Visita de acompanhamento 
Dois meses depois, todos retornavam ao bairro para acompanhar a muda. Era feita a medição da altura do pé e do diâmetro da copa (mais a contagem dos galhos). Tudo era anotado em planilhas e transformado em gráficos. Se uma muda não tivesse vingado, outra era plantada. 

8. Trilha ecológica 
A avaliação do projeto ocorreu durante a 1ª Semana do Meio Ambiente. Estudantes de outras escolas conheceram o trabalho ao assistir a palestras dadas pelos próprios alunos, professores e convidados. Em uma trilha por toda a escola, os visitantes se informaram mais sobre meio ambiente e a turma demonstrou o que aprendeu.

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